Pesquisadores apresentam novidades para pessoas com deficiência


Durante a 3ª Conferência Nacional das Pessoas com Deficiência os participantes são apresentados a aparelhos desenvolvidos para facilitar a vida de quem possui algum tipo de deficiência
por Portal BrasilPublicado05/12/2012 15h44Última modificação28/07/2014 16h24
Divulgação / Governo EletrônicoMouse adaptado tem funcionalidades para pessoas com necessidades especiais
Mouse adaptado tem funcionalidades para pessoas com necessidades especiais
Várias novidades estão sendo apresentadas ao público na 3ª Conferência Nacional das Pessoas com Deficiência. No estande do Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA), o visitante encontra uma bengala que identifica poças de água, mouses adaptados e de baixo custo para facilitar o manuseio de computadores, órteses mais leves e confortáveis e, ainda, programas voltados para a área de acessibilidade virtual e para a prevenção de doenças oculares.
O estande CNRTA reúne projetos e o resultado de pesquisas de núcleos que compõem a Rede Cooperativa de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação em Tecnologia Assistiva. A Rede Cooperativa do CNRTA é composta por 29 núcleos, que são unidades de natureza multidisciplinar, formadas por grupos de pesquisa da mesma instituição ou de instituições diversas em torno de projetos voltados para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência. 
Bengala e acionadores
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS/Bento Gonçalves), que possui dois núcleos na área de acessibilidade e Tecnologia Assistiva, levou para o evento a bengala que identifica poças de água e alerta o usuário por meio de um sistema eletrônico de vibração instalado na ponteira.
Há também novidades como a central de automação residencial, um mouse de botão e diversos modelos de acionadores. Esses dispositivos adaptados ao mouse, construídos com materiais simples como bolas de borracha, CDs, papel alumínio e frutas, substituem funções como a do clique de maneira a aproveitar o movimento voluntário do usuário. “São acionadores de baixo custo que podem ser usados com dispositivos que já estão no mercado e podem ser produzidos por qualquer pessoa, mesmo sem o conhecimento de eletrônica”, explicou o técnico de informática Rodrigo Cainelli.
No espaço do núcleo de Tecnologia Assistiva, Acessibilidade, Automação e Inclusão Interdisciplinar (TAAAI), da Universidade de Brasília (UnB), o visitante pode conhecer tecnologias como a palmilha sensível a pressão, um software que sinaliza a desocupação de leitos em hospitais e vídeos com legendas e audiodescrição para pessoas com deficiência auditiva e visual, respectivamente. 
Diagnóstico na escola
Já o núcleo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apresenta no estande dois projetos inovadores: uma órtese funcional com materiais leves para auxiliar no movimento das mãos e o Programa Bom Começo, que visa implantar em escolas públicas o diagnóstico da saúde visual e o posterior encaminhamento dos estudantes a especialistas.
A iniciativa é desenvolvida pelo Laboratório de Pesquisa Aplicada à Neurovisão, que resulta de uma parceria entre a universidade e o Hospital de Olhos Ricardo Guimarães. “É um projeto de detecção para atuar antes das crianças se tornarem deficientes. Alguns problemas oculares, se identificados precocemente, podem ser tratados”, justifica a coordenadora do programa, Clarissa Mendes. 

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