Gordofobia: por que esse preconceito é mais grave do que você pensa


03/05/2017 - 15H05/ ATUALIZADO 15H0505 / POR GABRIELA LOUREIRO EDIÇÃO CRISTINE KIST
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 (Foto: Julia Rodrigues)
Ohomem que casar com uma mulher gorda vai preferir trabalhar dobrado, ficar na rua, qualquer coisa, menos voltar para casa e encontrar uma mulher gorda”, disse o líder de uma instituição religiosa em um encontro de jovens entre 17 e 25 anos de idade. Na plateia, Evelyn Daisy pareceu ser a única a se importar. “Todos no salão aceitaram. Eu me senti mal, mas abri meus olhos e entendi que era preconceito”, conta ela, que se define como “preta, gorda, evangélica e feminista” e criou uma marca de roupas justamente com o objetivo de empoderar mulheres gordas e negras que, como ela, usam manequim além do número 52.
Estudos indicam que, apesar dos esforços de conscientização, atitudes preconceituosas explícitas contra gordos aumentaram consideravelmente entre 2001 e 2010. Ainda é mais comum, no entanto, que o preconceito apareça travestido de elogio ou preocupação. Frases como “você tem o rosto tão bonito, por que não emagrece?”, “nossa, eu que sou mais magra que você não tenho coragem de usar biquíni” ou “seu marido é tão magro e você é tão gorda, dá certo?” são ouvidas por mulheres como Evelyn dia sim, outro também. Elas são reflexo da chamada gordofobia, o preconceito ou intolerância contra pessoas gordas.
Enquanto injúria racial e violência contra a mulher são consideradas crime no Brasil, o preconceito com pessoas gordas não apenas passa batido como é até encorajado por órgãos de saúde pública e campanhas de publicidade, especialmente durante o verão, quando os corpos estão mais à mostra. Mas por que, afinal, há tamanha intolerância com o corpo gordo?
 (Foto: Julia Rodrigues)


Tortura Medieval
Para começo de conversa, essa discriminação não é novidade. No entendimento judaico-cristão clássico, a gula é um dos sete pecados capitais e, portanto, uma demonstração de fracasso moral. Durante o período medieval, o jejum era uma prática constante que valorizava a espiritualidade em detrimento do corpo. Mais tarde, com o desenvolvimento da medicina, pesquisadores e charlatões propuseram as mais variadas soluções para o suposto problema, de ovos de parasitas a engenhocas para eliminar a gordura e exercícios que mais pareciam tortura… Tudo em vão.
"Estamos tentando há centenas de anos encontrar a solução da corpulência, mas nunca conseguimos. A partir do momento em que as primeiras relações entre problemas de saúde e gordura corporal começaram a ser publicadas, o gordo passou a responder por tripla acusação: falta de formosura, falta de retidão de espírito e falta de capacidade para gerenciar a própria saúde”, diz a nutricionista Paola Altheia. Criadora do blog Não Sou Exposição, Altheia notabilizou-se por desconstruir os mitos de emagrecimento e questiona os padrões de beleza: “Está mais do que na hora de compreendermos que o corpo gordo não é um erro, um pecado ou um crime”.

Muitos dos mitos relacionados com o peso têm a ver com a ideia de que a obesidade é controlável — portanto, representa negligência. Mas o excesso de peso não é necessariamente resultado de comer demais. Vários outros fatores podem contribuir, como falta de sono, condições socioeconômicas, medicamentos, desequilíbrio hormonal, genética, problemas de saúde mental e até mesmo a poluição do ar. Ou seja, segundo Altheia, dizer que uma pessoa é obesa porque ela come demais e não se exercita muito é fazer uma generalização.

Outro mito comum é a noção de que pessoas gordas não são saudáveis apenas por serem gordas. Hoje, a obesidade é identificada com o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), um número obtido por meio da relação entre altura e peso. O Índice de Massa Corporal é uma classificação da antropometria, um segmento da antropologia que mede o corpo humano e suas partes, e começou a ser usado a partir do século 19 como forma de estabelecer normas sociais e definir o que seria um “corpo humano normal”.

Essas tentativas de definir e categorizar pessoas entre normais e anormais estão fortemente associadas à eugenia, ciência que tenta determinar quais seriam os seres humanos com o melhor patrimônio genético — e que já serviu de justificativa para genocídio, escravidão e colonização.

Há um termo para isso na chamada “sociologia da obesidade”: healthism (ou higiomania, em português), que é um julgamento moral sobre alguém com base em sua saúde ou preocupação em excesso com a saúde. De acordo com esse estudo, quem não é considerado saudável ou que faz coisas contrárias ao que é tido como tipicamente saudável acaba sendo visto como uma pessoa ruim ou com moral negativa. “Cada vez mais aumentamos nossas expectativas sobre as pessoas em termos de saúde e comportamentos saudáveis, e é uma expectativa disseminada, que permeia a vida social, profissional e educacional dos indivíduos”, diz Michaela Null, professora de Sociologia da Universidade de Wisconsin-Fond du Lac.

“O estudo do healthism não é contrário à saúde, apenas questiona como entendemos a saúde, quem responsabilizamos pela saúde, como ela está relacionada a sistemas de poder e a crescente pressão para que as pessoas aparentem saúde.” Segundo Null, cuja especialidade é sociologia da obesidade, essa área do conhecimento se dedica a pensar criticamente sobre como o peso de alguém é frequentemente usado como indicador de saúde e como a ideia de ser magro resulta em projeções sobre a qualidade de alguém como pessoa.
 (Foto: Julia Rodrigues)
Saúde? Isso é relativo
Estudo recente encabeçado por psicólogos da Universidade de Los Angeles (Ucla) apontou que usar o IMC para determinar índice de saúde levou à classificação incorreta de 54 milhões de americanos saudáveis como “doentes”. De acordo com a pesquisa, que cruzou dados de IMC com os de exames laboratoriais, quase metade dos norte-americanos considerados acima do peso conforme seus índices de massa corporal são saudáveis, assim como aproximadamente 20 milhões de obesos. Além disso, mais de 30% das pessoas com o IMC considerado normal na verdade não estão saudáveis. Conclusão? Obesidade não é sinônimo de doença, assim como magreza não é sinônimo de saúde.

Algo que já sabia Luciane Barros, criadora do Africa Plus Size Fashion Week, um projeto pioneiro no Brasil que faz desfiles de moda e cria peças para mulheres gordas e negras com a missão de valorizar a beleza de diferentes tons e tamanhos. Durante mais de oito anos, Luciane praticou boxe profissionalmente, inclusive treinando para competições. O manequim 48 não foi empecilho para ela, cujos exames de saúde não apontavam qualquer problema com colesterol ou diabetes. Barros era gorda, saudável e lutadora de boxe.

“Perceber que ser gordo ou magro não define saúde foi o que me impulsionou a criar o Africa Plus Size Fashion Week. Por preconceito, foi pregado que o gordo não tem saúde. E isso não é verdade, comecei a perceber que isso não me definia”, explica. Na realidade, conforme pesquisa publicada no periódico Archives of Internal Medicine, uma em cada quatro pessoas magras sofre dos riscos associados à obesidade. Ao mesmo tempo, 15% dos norte-americanos que são considerados “muito obesos” de acordo com seu IMC (o que equivale a mais de 2 milhões de pessoas), estão, de fato, saudáveis.

O problema é que o IMC não traz dados sobre hábitos saudáveis, hormônios, taxas de colesterol e triglicerídeos, além de outros fatores que são detectados por meio de exames laboratoriais e dizem muito mais respeito à saúde de alguém do que o tamanho de um corpo.
 (Foto: Julia Rodrigues)
Corpos políticos
Em geral, quando as pessoas trocam suas fotos de perfil nas redes sociais, recebem dezenas de comentários excessivamente elogiosos feitos por amigos. Mas não foi isso que aconteceu quando, em fevereiro de 2015, a youtuber Jessica Tauane decidiu postar na sua página uma foto comum, em que aparecia sorrindo. “Volta pro mar, baleia jubarte.” “Sapatão lixo.” “Gorda feia.” Foram mais de 420 comentários, boa parte deles xingando Jessica por ser gorda e lésbica. Criadora do Canal das Bee, um canal do YouTube com quase 300 mil inscritos, Jessica é conhecida por falar sobre preconceitos, especialmente homofobia.

“Eu não sei por que causaram tanto naquilo, mas ninguém conseguiu fazer eu me sentir ofendida de verdade — por exemplo, me chamando de desonesta. Porque o que importa não é a sua aparência, mas o que você faz. Desonestos são eles, que não aceitam as pessoas sendo felizes”, afirma. Jessica conta ter demorado para entender como funciona a gordofobia, já que nunca sofreu pressão para emagrecer dentro de casa, diferentemente de conhecidas suas que são insultadas pelos familiares todos os dias — uma chegou até a ser levada para realizar uma cirurgia bariátrica pela própria mãe sem seu conhecimento.

Ao criar o Canal das Bee e ganhar notoriedade, Jessica passou a ser atacada por sua aparência e orientação sexual, e então entendeu como as opressões estão conectadas. “Foi uma aula de interseccionalidade; comecei a ver que existem muitas coisas que não são aceitas. Nosso corpo é muito político porque tem corpos que são aceitos e outros não”, afirma.
Os corpos que não são aceitos sofrem uma espécie de patrulha, com um bombardeio de comentários. E, ao contrário daquilo em que acredita aquela tia cheia de “boas intenções” que sempre tem algo a dizer sobre a silhueta do restante da família, falar sobre o corpo do outro não colabora em nada com a sua saúde, apenas prejudica seu estado emocional. Um estudo recente do Instituto de Psicologia da Universidade de Liverpool indicou que, quanto mais pessoas obesas reconhecem sua obesidade e pensam a respeito disso, maior a tendência de comerem além da saciedade para buscar conforto emocional.

Em outras palavras, chamar a atenção de alguém para seu peso e sua alimentação deixa a pessoa mais propensa a comer compulsivamente. “As pessoas que sofrem de compulsão alimentar, depressão e baixa autoestima agravarão a sua condição cada vez mais, à medida que forem discriminadas”, diz a nutricionista Paola Altheia. “Um corpo gordo sempre atrai um time de ‘paladinos da saúde’. O que verdadeiramente incomoda é a aparência do gordo, que, para muitos, é repulsiva. E é disso que se trata.”

Rejeitar a obesidade com a justificativa da saúde não é prática recente na nossa cultura. As primeiras dietas voltadas a controlar o peso e reduzir medidas datam de mais de 2,4 mil anos atrás — uma das mais famosas foi criada justamente por um dos primeiros médicos de que se tem notícia, Hipócrates (qualquer trocadilho com o nome é mera coincidência). Na tradição greco-romana clássica, regida pelo mote “corpo são, mente sã”, ter corpo magro e musculoso significava o domínio da racionalidade, a moderação dos hábitos. Da mesma forma, ser “corpulento” significava exatamente o oposto, a entrega demasiada aos prazeres. Para Platão, um dos filósofos mais influentes sobre o pensamento europeu, a gula era moralmente condenável porque prejudicaria o desenvolvimento pleno do intelecto.
 (Foto: Julia Rodrigues)

Padrões que adoecem
Bernardo Costa sempre foi a única pessoa gorda da família, que o pressionava para emagrecer. Ao começar a frequentar a cena gay do Rio de Janeiro, sentiu vontade de se “montar” como as drag queens que ele tanto admirava. Um dia, vestiu um maiô preto brilhante, fez uma maquiagem elaborada e foi para a pista. “Você não tem vergonha de usar as roupas que usa com esse seu corpo?”, ouviu de um conhecido. A verdade é que não, muito pelo contrário. “Eu me monto e as pessoas me olham torto, às vezes me pergunto se estou me expondo demais. Mas tem que ser na luta, dei minha cara a tapa — alguns gostaram, outros não”, diz. “A gente tem que se soltar. A vida é muito curta, não podemos nos prender a preconceitos.” Mas se soltar não é algo tão fácil: os efeitos da gordofobia também podem ser sentidos na vida emocional e são capazes de abalar o psicológico.

Tamara Greenberg, psicóloga especializada em trauma e saúde mental que atende pacientes em San Francisco (EUA), nota que pessoas estigmatizadas pelo seu peso muitas vezes passam a acreditar que não merecem ser amadas. “Pessoas com sobrepeso são extremamente estigmatizadas e estereotipadas. Eu vi mulheres obesas concluírem que ninguém se sentiria atraído por elas por causa de seu peso, mas isso simplesmente não é verdade”, afirma à GALILEU.

“Elas adotaram essas ideias sobre quem merece atenção com base em ideais de beleza atuais, mas basta olhar uma pintura renascentista para ver como esses ideais mudam.” Segundo Greenberg, a implicância com a obesidade diz mais sobre as pessoas que fazem comentários desnecessários a respeito do corpo alheio do que sobre os próprios obesos. “Aqueles que têm problemas com indivíduos com sobrepeso possuem muitas ansiedades relacionadas a comida”, destaca.

De fato, não são só as pessoas obesas ou com sobrepeso que sofrem gordofobia. Qualquer um que não se encaixe nos padrões de beleza pode se sentir estigmatizado e, como resultado, desenvolver doenças como bulimia e anorexia, problemas comuns entre adolescentes. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma a cada cinco meninas brasileiras com idade entre 13 e 15 anos se acha gorda ou muito gorda. Entre as entrevistadas, apesar de 21,8% se considerarem gordas ou muito gordas, o desejo de perder peso atinge 30,3% delas. É uma ansiedade generalizada, que pode vitimar jovens que levam padrões de beleza a sério demais.

Em São Paulo, segundo pesquisa da Casa do Adolescente, da Secretaria de Estado da Saúde, 77% das adolescentes apresentam propensão a desenvolver algum distúrbio alimentar, seja anorexia, seja bulimia, seja compulsão por comer. Entre as participantes do estudo, 85% acreditam que existe um padrão de beleza imposto pela sociedade; 46% disseram que mulheres magras são mais felizes; e 55% adorariam simplesmente acordar magras. Outro balanço do mesmo órgão apontou que, em média, a cada dois dias uma pessoa é internada por anorexia ou bulimia somente nos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo.
 (Foto: Julia Rodrigues)
De boas intenções...
Não bastasse a discriminação diária, se você é gordo há uma grande probabilidade de que o seu salário seja menor só por causa de sua aparência. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos em 2013 encontraram uma relação inversa entre obesidade e um salário robusto, digamos. Conforme estudo da Universidade Cornell, quanto mais rico você for, maior a probabilidade de ser saudável. E, se você é mulher e de alguma minoria racial ou étnica, você é mais propensa a ser obesa.

Segundo John Cawley, professor de Cornell e responsável pela pesquisa que analisa os efeitos econômicos da obesidade, a pobreza pode engordar algumas pessoas, mas a obesidade definitivamente empobrece as pessoas, em especial as mulheres. As obesas em geral têm 50% menos chances de frequentar o ensino superior, 20% menos chances de se casar, sete vez mais chances de ter depressão e recebem 9% a menos que mulheres não obesas.

Um outro estudo de 2015, desta vez da Universidade Vanderbilt, concluiu que mulheres obesas têm mais possibilidade de trabalhar em empregos com ênfase em atividade braçal em detrimento daqueles voltados à interação com o público, uma tendência não observada com homens obesos. Mesmo quando elas atuam em postos que exigem interação física, mulheres obesas recebem menos do que mulheres não obesas, que por si só já ganham, em média, dois terços a menos do que os homens pelo mesmo serviço nos Estados Unidos.

Para Luciane Barros, que sofreu na pele a rejeição por não se encaixar nos padrões, trabalhar a autoconfiança interna e coletivamente (em grupos de apoio, por exemplo) e parar de se preocupar com a opinião dos outros é uma maneira eficaz de lidar com a pressão social. “O bem-estar, a liberdade, a beleza e a força de alguém não estão na aprovação do próximo. Acredito muito nisso e na busca do seu bem-estar independentemente do que a sociedade prega como sendo o melhor.”

Quando era pequena e ia à praia com a família, Ariane Freitas se escondia embaixo do guarda-sol com a barriga dobrada para que ninguém visse seu corpo. Seu avô a chamava de “minha gordinha”, suas tias perguntavam quando ela ia emagrecer e sua mãe insistia que ela não “era” gorda, apenas “estava” gorda. Tudo muito bem intencionado, porém opressor. “Eu sempre me senti confortável com meu corpo; eu me sentia desconfortável com a visão dos outros sobre o meu corpo. A sensação que eu tinha é que as pessoas se importavam muito mais em patrulhar as outras do que em cuidar de si mesmas”, conta.

Anos mais tarde, ela se formou em Comunicação e atualmente toca a Indiretas do Bem, uma comunidade online que conta com 7 milhões de membros com o objetivo de espalhar mensagens positivas. “As pessoas vêm atrás de você e reclamam porque você está confortável em seu biquíni com seu corpo fora do padrão e elas passaram o ano inteiro se preocupando, fazendo dieta, tentando entrar no padrão, então se sentem ofendidas por você estar tranquila sem se esforçar para entrar no padrão delas”, diz Freitas. “A minha relação com meu corpo hoje é mais tranquila porque eu estou feliz e faço apologia de acreditar em quem você é, eu acho que o amor próprio é o caminho para que isso aconteça”, destaca. Como dizem por aí: para ter um corpo de verão, basta ter um corpo.
 (Foto: Julia Rodrigues)

 
Por que não é preguiça
O sobrepeso não é necessariamente resultado de comida em excesso ou falta de atividade física. Conheça alguns fatores comprovados cientificamente
Falta de sono - Segundo uma pesquisa do King’s College London, pessoas que dormem menos de sete horas por dia consomem, em média, 385 calorias diárias a mais do que aquelas que dormem além disso.

Condições socioeconômicas - Uma pesquisa desenvolvida pelo Ministério da Saúde apontou que o excesso de peso está ligado à escolaridade: 57,3% dos brasileiros com até oito anos de estudo estão com excesso de peso, enquanto aqueles com mais de 12 anos de estudo fazem o índice cair para 48,4%.

Medicamentos - Alguns remédios e até anticoncepcionais formulados à base de estrógeno colaboram no ganho de peso.

Desequilíbrio hormonal - Um desequilíbrio na glândula tireoide pode causar o hipotireoidismo, que desacelera o metabolismo, o que dificulta o gasto de energia e retém sal e água, levando ao inchaço.

Genética - Estudos realizados com gêmeos mostram que a genética influencia nosso peso entre 40% e 70%. Há inclusive genes associados ao acúmulo de gordura, como o FTO — um levantamento recente publicado na revista Nature comprovou que ratos sem esse gene nunca ficam obesos, mesmo comendo muito e se movimentando pouco.

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