Homofobia

homofobia designa um tipo de preconceito em relação às pessoas que possuem relações homo afetivas, sejam entre homens ou mulheres. Do grego, a palavra homofobia é formado pelos termos “homo” (semelhante, igual) e “fobia” (medo, aversão), que significa aversão às relações semelhantes.
Dessa maneira, podemos concluir que a homofobia corresponde a qualquer ato ou manifestação de ódio, aversão, repulsa, rejeição ou medo (muitas vezes irracional) contra os homossexuais, gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, o que tem levado a muitos tipos de violência, seja social, psicológica ou física.

História

O termo Homofobia foi empregado pela primeira vez em 1971, pelo psicólogo nova-iorquino George Weinberg em sua obra intitulada “Sociedade e a Saúde Homossexual” (1972), na qual afirma que as pessoas que alimentam a homofobia possuem problemas psicológicos, propondo, dentre outras medidas, a retirada do termo “homossexualidade” da lista de doenças.
Sem espanto, nas civilizações antigas de Grécia e Roma, a homossexualidade era praticada por muitos e vista de forma natural. Entretanto, as religiões judaico-cristãs foram as propulsoras e propagadoras da intolerância contra os homossexuais relações consideradas atos de perversão o que levou a inúmeras mortes, amputações, castrações, multas, e ainda, diversas torturas psicológicas e físicas.
Esses ideais preconceituosos (homofobia) foram alimentados durante muitos séculos, os quais, mais tarde, a homossexualidade passa a ser considerada uma patologia, doença mental, problema genético e uma aberração. Nesse contexto, muitos homossexuais foram forçados a inúmeros procedimentos, bem como viverem nas clínicas psiquiátricas, os quais eram considerados perigos para a sociedade.
No entanto, essa situação desumana começa a mudar de panorama a partir da década de 80, com a descriminalização da homossexualidade por diversos países do mundo. Já na década seguinte, a Organização de Saúde retira a homossexualidade da lista de doenças mentais.
Estudos atuais sobre a formação da identidade homossexual, determinam duas vertentes de pesquisas: fatores biológicos ou fatores sociais; embora ainda seja um enigma para a sociedade a atração entre indivíduos do mesmo gênero, o qual levanta questões tais como: a homossexualidade é genética ou inata? A escolha sexual depende de fatores culturais e sociais? Todos os seres humanos são potencialmente bissexuais ou possuem alguma tendência homossexual ou heterossexual?
Destarte, hoje em dia o tema homofobia tem demostrado a importância de traçar ações de conscientização, punição e, sobretudo, do esclarecimento de diversas dúvidas sobre o assunto, visto o aumento da violência causadas principalmente pela ignorância e/ou intolerância de muitas pessoas que participam de grupos culturais e sociais com ideais racistas, além de muitas religiões que compartilham esse tipo de preconceito.
Para saber mais: Homossexualidade

Homofobia no Mundo

Alguns países da África e Ásia, o tema da homossexualidade está longe de ser tratado com naturalidade, de maneira que cerca de 80 países a relação homossexual é considerada crime e, nos casos mais extremos, levados à prisão perpétua ou pena de morte (cerca de 7 países); em detrimento de 113 países que autorizam a homossexualidade. Essas leis homofóbicas fazem parte do código de diversos países como: Irã, Arábia Saudita, Afeganistão, Mauritânia, Sudão, Nigéria, Uganda, Iémen, Paquistão, Líbano, Emirados Árabes, Indonésia, Egito, Zâmbia, Rússia, dentre outros.
Se por um lado nota-se a intolerância extrema por esse tipo de relação, outras nações do mundo se demonstram a frente dos preconceitos de forma que a partir de 2001, ficou estabelecido a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo nos seguintes países: África do Sul, Portugal, Espanha, Países Baixos, Bélgica, Nova Zelândia, Noruega, Islândia, Suécia, Canadá, Argentina e o Reino Unido. Dessa maneira, estudos apontam que a Europa é um dos continentes do mundo onde os direitos dos homossexuais são mais reconhecidos e atendidos.
Segundo pesquisas recentes, os países do ocidente (europeus, anglófonos e latinos) são apontados como os que aceitam melhor a homossexualidade (Espanha e Alemanha, as primeiras da lista); e os países muçulmanos e da África subsaariana são os menos tolerantes com os temas da homossexualidade.

Homofobia no Brasil

No caso brasileiro, as uniões civis, desde maio de 2011 são permitidas por lei, com direitos similares aos casais heterossexuais. Contudo, pesquisas recentes apontam para o Brasil como um dos países mais homofóbicos do mundo, as quais, levam em consideração, os ataques violentos aos homossexuais.
Diante disso, é válido notar que movimentos sociais dessa parcela de cidadãos, tais quais a “Parada Gay”, tem demostrado que esse tipo de evento pretende denunciar violências contra esse grupo, ao mesmo tempo que busca revelar para a população a existência das violações dos Direitos Humanos.
Dessa forma, o grupo LGBT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais), que cresce a cada ano, lutam por reivindicações legítimas de reconhecimento da sociedade e regulação da Legislação de Políticas Públicas, como a criação de leis para a comunidade LGBT, a fim de oferecer a cidadania plena para todos os cidadãos.
Por fim, o Projeto de Lei da Câmara n.º 122/06, conhecido como PLC 122, visa incluir a homofobia no artigo sobre racismo, ao mesmo tempo que propõe alterar a lei 7.716, criminalizando atos homofóbicos.
Para saber mais: Racismo no Brasil

Curiosidades

  • O termo de origem inglesa “Gay” que significa literalmente “alegre”, era inicialmente utilizado para designar homens que se relacionavam com outros, entretanto, o termo tomou uma dimensão maior, de forma que hoje abrange os dois gêneros: homens e mulheres.
  • O "Dia Mundial contra a Homofobia" é comemorado dia 17 de maio.

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